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| Foto Divulgação Via Crucis Viviente de Balmaseda |
A pequena e histórica Balmaseda situada na comunidade autônoma do País Basco, ao norte da Espanha, se prepara para sua festa maior: a encenação da Via Crucis. Celebração de caráter penitencial que remonta do século XVI, quando a população da vila pedia em suas procissões a proteção contra a peste negra que assolava outras regiões. É no ano de 1865 que a procissão da Via Crucis ganha ares de representação com a introdução de personagens que acompanhariam a procissão tradicional: fariseus – soldados romanos – e ao final do século XIX o surgimento das Marias, Madalena, Jesus e Simão “o Cirineu”.
Buscando cada vez mais realismo a população de Balmaseda inseriu novos elementos e personagens à representação: Barrabás, Pilatos e muitos figurantes, o que transformou a tímida procissão de séculos passados num espetáculo cheio de teatralidade e emoção, que atrai gente de toda a Espanha.
Durante a Semana Santa a pequena Balmaseda com pouco mais de 7 mil habitantes, triplica sua população em virtude da festa da Semana Santa. São fiéis, turistas e curiosos que vão para Balmaseda para ver de perto o espetáculo que toma as ruas da cidade, que é cuidadosamente preparada e transformada em cenário para o que eles chamam de Via Crucis Viviente de Balmaseda.
Uma cidade que zela por suas tradições e patrimônio, onde pontes e trechos de estradas romanas foram preservadas e persistem até os dias atuais. A primeira vila de Vizcaya (ou Biskaia em basco) que serviu de caminho para viajantes e comerciantes antes e durante a Idade Média e foi uma espécie de Aduana (alfandega) devido a sua posição geográfica privilegiada. Questões demográficas, econômicas e de infraestrutura tornaram-na ponto estratégico para o comércio da época. Desde sua fundação em 1199 Balmaseda recebeu um população heterogênea, formada por artesãos, agricultores e comerciantes, entre eles alguns judeus poderosos que ajudaram a construir o que Balmaseda é hoje: um lugar lindo cuja atmosfera nos faz viajar no tempo por conta da arquitetura medieval e tradições preservadas.
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| Ponte Romana de Balmaseda |
Eu conheci Balmaseda na época em que vivi Orduña, cidade próxima, me lembro dos comentários sobre a importância da Semana Santa para localidade, já para o visitante trata-se de uma oportunidade única de presenciar o acontece na vila, conhecer o que eles mesmos chamam de “lapso no tempo”. A semana em que toda a população se transporta no tempo e espaço para viver de maneira dramática os últimos momentos de vida de Jesus de Nazaré.
A “Paixão de Cristo” transformada na paixão de um povo.











