terça-feira, 15 de novembro de 2011

Casa Vazia


Dia de chuva e vento frio pra não fugir do habitual na cidade de Curitiba. Depois de um belo almoço, por que não um filme? Foi isso que fizemos esparramados no sofá. “Casa Vazia” do diretor sul coreano Ki-duk Kim (original Bin-jip / 3 Iron - produção de 2004 - Coréia do Sul / Japão) foi o escolhido. Um filme sem diálogos entre os protagonistas onde as imagens falam mais que palavras.
O encontro entre um invasor de casas, diferente, que passa algum tempo em casas cujos donos estão viajando, ele não rouba, ele lava, limpa e faz pequenos consertos, e uma mulher, Tae-suk, cujo casamento infeliz e a violência do marido a fez mergulhar no mundo marginal e terno de Sun-hwa. O que é sonho? O que é real? Essa é a tônica do filme. Quer saber mais? Só assistindo.
Na verdade o que me chamou a atenção foi a música que se repete e embala alguns momentos do filme, curioso não se tratar de música coreana ou japonesa e por incrível que pareça aquela voz me soou familiar, a música cantada em árabe é a canção “Gafsa” da belga com origens anglo-egípcias Natasha Atlas, cantora que ouvi muito há alguns anos atrás, e que ao ouvir novamente me trouxe algumas lembranças.
Maravilha esse mundo globalizado em que vivemos! É possível reunir, numa tarde cinzenta, sem sair de casa: bacalhau português, vinho brasileiro, filme sul coreano, música árabe, um paranaense e uma paulista. Quem precisa de mais?


0 comentários:

Postar um comentário

Postagens mais recentes

Outras viagens que podem interessar:

Related Posts with Thumbnails

Importante

Caso você conheça o autor(a) de alguma imagem, foto ou vídeo utilizados no blog para o qual não foi citado a autoria, favor informar através dos e-mails de contato para que seja solicitado autorização de uso ou efetuada a exclusão da imagem ou vídeo se necessário. Obrigada.

Tome nota.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” (Amyr Klink)

Minha foto
Viajante, passageira da vida, cidadã do mundo! "Eu sou a partida... Eu que vivia partindo descobri que chegar é mais difícil que tudo. Descobri que ao partir tantas vezes deixei lugares, idéias, histórias, lembranças e pessoas. Parti corações, inclusive o meu. Sou parte de um todo ou um todo em partes? Eu que partia, partia, hoje sei que compartilhar é melhor e... que se quero chegar a algum lugar terei que ficar, terei que juntar minhas partes. Tantas foram as partidas e não me levaram a lugar algum. Eu sou a partida, um dia hei de ser a chegada. Mas quando?"

Aviso aos Navegantes

O conteúdo deste blog é de cunho inteiramente pessoal, aqui escrevo da maneira como vejo o mundo e de acordo com o momento que vivo. Longe de querer dar respostas ou apresentar verdades absolutas, até porque a dinâmica da vida nos faz mudar de opinião entre outras coisas. Esse é o "meu" Diário de Bordo, abri mão da privacidade deixando que qualquer pessoa o acesse, leia e comente, inclusive os anônimos, por isso mesmo, conto com o bom senso e respeito dos visitantes. Para "missivas" mais apaixonadas ou controversas use os e-mails de contato.

Obrigada e Boa Viagem!